JUNTA DE EDUCAÇÃO DA CONVENÇÃO BATISTA CARIOCA COLÉGIO BATISTA SHEPARD

Em 05 de março de 1908, “nascia” o Colégio Batista Shepard com o nome de “Colégio Batista Americano Brasileiro”.

De início, suas aulas funcionaram numa grande casa na rua São Francisco Xavier, nº11, onde existira anteriormente o Internato do Colégio Pedro II. Segundo informações de Dr. Shepard, as aulas começaram com 12 alunos e mais 6 seminaristas.

A concretização desse sonho deveu-se ao idealismo dos missionários americanos da primeira década do século: Salomão Ginsburg e J. W. Shepard. A aprovação dessa realização deu-se na 6ª reunião da Primeira Convenção Batista Brasileira, em 27 de junho de 1907.

Em 1911, foi adquirido o palacete e chácara dos sucessores do Barão de Itacuruçá, na Rua José Higino, e, de acordo com as informações da época, nesse prédio, a princípio, funcionaram os cursos “Preparatórios e Superior”, ficando no prédio da Rua São Francisco Xavier, os cursos de “Jardim da Infância, Primário e Elementar”.

Em 1914 a parte que funcionava na Rua São Francisco Xavier, foi transferida para a Rua do Bispo, 157, onde seria, em 1916, instalado o Internato Feminino. Essa casa alugada fora o Palacete dos Viscondes de Cruzeiro.

Nesse mesmo ano (1914), chega ao Brasil a missionária Ruth Randall que foi escolhida pela Junta de Richmond para o trabalho de secretária do Colégio e Seminário Batista do Rio de Janeiro. Mais tarde, ocuparia o cargo de Deã da Escola Teológica para Obreiras Batistas, conhecida como Escola de Obreiras (depois, Instituto Batista de Educação Religiosa – IBER, hoje Centro Integrado de Educação e MissõesCIEM) em 1922.

Em 1915 forma-se a primeira turma do Curso de Bacharel em Ciências e Letras.

Em 1916 além do Internato para Moças, inicia-se o Curso Normal para preparar moças para o ensino secular, mas com princípios cristãos. Para dirigir o referido curso, chega ao Brasil, em 1917, o missionário e pedagogo C. A. Baker, bem como Miss Bernice Neel, professora que, durante anos dedicou-se ao ensino e direção tanto do Curso Normal como de Educação Cristã.

Também em 1917 é inaugurado o Edifício Judson, onde funcionariam as aulas e as Assembléias de alunos no seu Salão Nobre.

Em 1920 o Internato Feminino é transferido para a Chácara da Rua Haddock Lobo, 302, mas ali permaneceu por pouco tempo porque em 1921 novamente é transferido para a Rua Conde de Bonfim 743, antiga residência do Visconde de Rio Branco, chamada a Chácara das Jaqueiras”. Essa propriedade foi adquirida em 1920.

O Edifício Ray, conforme informação de Dr. Shepard no anuário de 1922 foi inaugurado em 1921, destinado ao Internato Masculino.

Em 1922, mais um departamento do Colégio tem início neste ano a Escola Teológica para Obreiras Batistas, no dia 10 de março. Tinha por fim preparar moças para as várias atividades na igreja.

O Edifício Love foi projetado especialmente para o funcionamento da Escola de Aplicação. Sua construção levou alguns anos e, graças ao envio de 25 mil dólares da Junta de Richmond, em 1928 foi possível continuar a obra para seu término. Em 1926, já o primeiro piso era utilizado para algumas aulas da Escola de Aplicação. Em 1929 o Salão Nobre do Edifício Love é usado pela primeira vez para o encerramento das aulas e solenidade de formatura.

Em 1930, o Dr. J. W. Shepard, depois de 22 anos à frente do Colégio e Seminário Batista do Rio, volta definitivamente para as Estados Unidos, deixando sua marca de grande educador. Em sua larga visão, escolheu para professores, os mais conceituados nomes para acompanhá-lo em uma trajetória palmilhada não só de vitórias, mas também de dificuldades, principalmente financeira. Na compreensão desse ideal estiveram ao seu lado, incondicionalmente: o matemático e engenheiro Julio Cesar de Noronha, arquiteto e construtor da maioria dos prédios do Colégio e Seminário, diretor por longos anos, do Internato Masculino e professor de várias gerações; o geógrafo, General Luiz Tettamanti; o vernaculista Miguel Daltro Santos; o historiador, José Francisco da Rocha Pombo; o lingüista, Américo Cardoso de Menezes; os filósofos Francisco de Souza e Victor Coelho de Almeida; o latinista, Rozendo Martins; o artista Augusto Bracet; o grande incentivador da Educação Física e dos despostos, Manoel Rufino dos Santos, o notável higienista, orador e professor, o médico Dr. Savino Gasparini. E, no Departamento Feminino, a figura quase lendária do Brasil Batista, o casal Francisco Fulgêncio Soren e D. Jane Filson Soren; as saudosas: Miss Bernice Neel, Ruth Randall, Edith Ayres Allen e Edith O. West.

“A atuação e influência benfeitora desses saudosos mestres da Instituição, em sua fase pioneira, fizeram sentir-se na formação de uma verdadeira elite de ex-alunos – forças vivas nos diferentes setores da vida do país – cujo valor moral e cultural constitui-se justo orgulho de toda a família batistense”.

“Do Colégio saíram, entre tantos expoentes: José de Souza Marques, personalidade marcante sob vários aspectos, político do ex-Distrito Federal e Constituinte da Guanabara, em 1961, imortalizado como educador cristão, na instituição que tem o seu nome no Rio de Janeiro, a Universidade Souza Marques; João Filson Soren – o exemplo típico do ministério evangélico, que durante 50 anos pontificou um brilhante ministério no púlpito da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro; ex-Capelão da FEB nos campos de batalha da Itália, em 1945, condecorado pelo Alto comando das Forças Armadas; ex-Presidente da Aliança Batista Mundial; Mário Peçanha de Carvalho, engenheiro ilustre, professor e secretário do Colégio até 1935; secretário da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra(ADESG) e editor da revista dessa Instituição. Werner Gustaf Krauledat, catedrático de Química da UERJ e Universidade Federal do Rio de Janeiro, mediante concursos brilhantes, com nota máxima; ex-diretor do Instituto de Química da UERJ e Presidente do Conselho Federal de Química”.

“E ao lado destes, muitos mais: pastores, magistrados e integrantes do ministério público, advogados, engenheiros, médicos, políticos, militares de altos postos, escritores, poetas, musicistas e compositores, educadores eméritos”. (Alguns trechos extraídos do “Relatório Informativo”, preparados pelo professor Erotildes Malta Nascimento, ex-diretor do Colégio Batista).

Em 1934/1935, Dr. S.L. Watson constrói o ginásio para Educação Física e Desportes, na época, considerado um magnífico centro de torneios intercolegiais.

Em 1936 a Convenção Batista Brasileira, realizada em Recife, em janeiro de 1936, deu completa autonomia ao Seminário. Até esta data Colégio e Seminário conviveram juntos como uma só Instituição.

Em 1939, a Convenção Batista Brasileira, reunida em São Paulo, vota a autonomia do Departamento Feminino, dando-lhe o nome de Colégio Batista Brasileiro. Contudo, somente em 1969/1970, gozou de plena autonomia administrativa e financeira, tendo sido eleito para seu Diretor, o Pastor Joaquim José da Silva. Esse antigo “Departamento “passou a chamar-se GINÁSIO BATISTA BRASILEIRO.

No período que antecedeu a essa divisão, o Ginásio Batista Brasileiro foi dirigido pelas professoras: Virgínea Soren Sarno, Zeny Reis Soares, Celeste Santos de Souza e Rosalia Figueira Silveira.

Em 1961, o Colégio Batista Shepard passa a ser administrado pela Convenção Batista Carioca e não mais pela Convenção Batista Brasileira.

Entre 1975/1976, é construído o Parque Aquático atrás do Edifício Ray, com três piscinas. Passou a chamar-se “Parque Aquático Professor Moysés Silveira”.

Em 1986, conforme orientação da Junta de Educação, os colégios passaram a ter um Diretor Geral e uma Direção Acadêmica para cada Colégio.

Em 1990 foi criada a Faculdade Batista Carioca com os cursos de Licenciatura Plena em Filosofia, Administração com habilitação em Comércio Exterior, atualmente extinta.

Em 1993, o Colégio Batista passou a ter Informática Educacional incluída no seu currículo.

No final de 1997, o Diretor Geral dos Colégios Batistas, Professor Renato Zambrotti comunicou a fusão do Shepard e Brasileiro, a partir de 1998, funcionando Educação Infantil e Ensino Fundamental (Maternal ao 9º Ano) na José Higino e o Ensino Médio da Conde de Bonfim.

Em outubro de 1999, os alunos matriculados no Colégio Batista Brasileiro, no Ensino Médio foram transferidos para o Colégio Batista Shepard, terminando o ano letivo nesta unidade.

Hoje, o Colégio Batista Shepard é uma unidade completa. Oferecemos ensino de qualidade do Maternal ao Ensino Médio.